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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A respeito da postagem "feminista" do Geledés sobre o concurso da 1a. Miss black Power do Brasil, promovido pelo Mercado di Pret@, onde fiz parte do juri.

Estou absurdamente confusa no que algumas pessoas entendem como representatividade...
Não vejo problema algum nos concursos de beleza negra feito por nós sem aqueles estereótipos brancos incutidos... galera precisa definir com urgência conceito de visibilidade e representatividade

Uma coisa é vc gritar sobre programas sexistas de tv usando nossas mulheres... Outra coisa é você achincalhar projeto de pret@s pra pret@s.
-> Leia  a Matéria no Geledés

A autora feminista (ou autor) argumenta que pela visão feminista, concursos geram atrito e competitividade entre mulheres pretas. Postagem idiota, em vários sentidos. Pela minha ótica haviam inúmeros segmentos políticos envolvidos ali naquele dia inclusive não feministas como eu. Quem participou tanto como expectador quanto juri, sabe muito bem os critérios essenciais de avaliação das moças e do intuito do concurso como um todo. Chamo à responsabilidade de se saber com exatidão sobre o que se fala, ainda mais quando se propõe ser um veículo de comunicação.
E mas grave ainda: chamo à responsabilidade de se definir o que está à frente do que: a luta antirracista ou discussão de problemas de gênero. Porque eu como mulher preta e mulher gorda entendo sem precisar pensar muito que a estética perpassa pelo racismo assim como todas as questões de luta que envolve nosso povo. E que elevar a beleza estética em nosso meio é resistência e posicionamento preto contra um padrão eurocêntrico racista.

Alessandra Mattos.
Preta&Gorda.