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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Empoderamento da mulher preta sim, mas resguardada as devidas proporções.



Sim, o empoderamento da mulher preta está aí na porta da sociedade contemporânea. Mulheres de negócios, empreendedoras, independentes financeiramente e emocionalmente. Sim! Isso é o “poder” que elas conquistaram, de tanto apanharem do machismo aprenderam a bater também. Estão se igualando em todos os níveis sociais, emocionais e políticos. A união dessas mulheres e o corporativismo entre elas são reforçados por elos fraternos, tendo a compaixão como uma força motriz, as histórias dessas mulheres pretas se entrelaçam no sofrimento desde a tenra infância passando pela a fase adulta, seja nas relações afetivo-sexual até nos problemas no dia a dia, como o racismo e o machismo.

A evolução dessas mulheres no dia a dia é notória. Elas pagam as suas contas e ainda do seu amigo ou ficante. Ajudam as suas amigas em todas as situações e são ajudadas por elas sem a intromissão masculina, isso é uma vitória delas. A independência delas no lado emocional foi o auge do êxito no empoderamento, era o ponto fraco em grau máximo considerado a debilidade das mulheres. Agora não precisam se submeter a humilhações e situações para com os homens, elas lambem as suas feridas emocionais.


A proporção resguardada está nesse sentido, o homem preto? Em níveis acadêmicos existe um abismo em relação às mulheres pretas. No empreendedorismo não tem o “tino” como elas tem. As mulheres pretas são empreendedoras natas e guerreiras, sabem o que querem e como querem o homem preto não acompanha e não entende, é isso mesmo? Será que falam a mesma língua esses homens e mulheres pretas? Onde convergem é na relação afetivo-sexual de fato não abrem mão de sua parceria, mas em outras áreas não se entendem.


Existe um contexto histórico diferente para com o homem preto que respiga até hoje no dia a dia deles. A falta de perspectiva é uma, a baixa auto estima é outra e isso as mulheres pretas empoderadas não entende e não se preocupam em entender. Não se debate mais sobre o “homem preto” na academia e nem em outro espaço de militância ou fora dele, já virou um consenso geral que não temos problemas emocionais e nem falta de motivação nas agruras da vida. A fuga em muitos casos vem nessas nuances sociais e afetivas, aonde são taxados de mulherengos e beberrões aonde curtem a madrugada e o futebol no final de semana, estereótipos de homens “moles” e até “vagabundos”. O empoderamento da mulher preta foi e está sendo um avanço na militância, mas até aonde vai isso? Sendo a militância um corpo se um dedo da mão dói todo o corpo sofre, portanto ele tem que está bem e por inteiro como um todo. Empoderamento da mulher preta sim! Junto com o homem preto, os dois unidos caminhando contra o racismo e machismo.


Maicon Jackle