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Movimento negro mostra força em marchas contra violência policial

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São Paulo – “O racismo é internacional. A gente quer mudar o mundo. Enquanto o homem negro e a mulher negra não alcançar a sua condição humana, ninguém será livre. Então, pelo fim do racismo: Segunda Marcha Internacional contra o Genocídio do Povo Negro. Porque são várias formas de nos matar. Há várias formas de resistir também”, quem discursa no microfone ligado ao carro de som é Beatriz Lourenço 22 anos, moradora do Aricanduva, zona leste de São Paulo, e integrante com coletivo Levante Popular da Juventude. Na sexta-feira (22), diversos coletivos do movimento negro e de direitos humanos ocuparam o vão livre do Masp, tomaram duas faixas da Avenida Paulista e caminharam até o Teatro Municipal para evidenciar, em um dos estados mais conservadores do Brasil, o continuo genocídio da população pobre e negra. Segundo a Polícia Militar, cerca de 3 mil pessoas participaram do ato. Em todo o país, foram 50 mil pessoas, segundo cálculo da agência de notícias   AfroPres...

Uma fábula colonial para tempos pós-modernos: a violência simbólica contra o homem negro na novela "em família"

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  Postado por   Daniel Dos Santos   em 30 junho 2014 às 18:55 Marcello Melo Júnior é um dos atores negros que admiro muito dentro do núcleo ainda muito insuficiente de negras e negros nas novelas da Rede Globo. A sua beleza e talento me chamou bastante atenção desde a primeira vez em que o vi encarnado em um personagem da penúltima novela de Manoel Carlos, aquela da grande polêmica levantada pela “Helena negra”, interpretada pela Taís Araújo. Hoje, Marcello Melo Júnior se destaca de forma interessante na novela   Em Família , também de autoria de Manoel Carlos, com seu personagem Jairo, protagonista das cenas mais quentes, eróticas, agressivas e explosivas da teledramaturgia atual, manifestações muito preocupantes para a construção das representações imagéticas sobre os homens negros no imaginário popular. Jairo insere-se na narrativa da novela   Em Família   de maneira muito obtusa. O personagem só faz sentido a partir do drama da personagem Ju...

As gurus da beleza negra na internet

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P or Jarid Arraes  Há um novo nicho de mercado que vem ganhando cada vez mais espaço online: o ramo de beleza. Muitas garotas sonham em criar um blogue ou um canal no Youtube e com isso conseguir ganhar dinheiro para se sustentar, além de receber produtos enviados pelas empresas em troca de resenhas e propagandas. No Brasil, esse mercado vem tomando força e hoje já existem muitas jovens blogueiras que se tornaram celebridades na internet. É importante debater, no entanto, sobre a relevância social desses novos cargos e profissões e a forma como continuam a reproduzir velhos preconceitos. Entre tantos estereótipos de gênero, a heteronormatividade e o estímulo ao consumo, destaco as questões raciais. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 50% das pessoas brasileiras se identificam como pretas ou pardas; ou seja, mais da metade da população do país se reconhece como negra. Mas apesar do povo brasileiro ser bastante miscigenado e ...

Barbosa diz que deixa STF com sentimento de dever cumprido

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 Por   Evandro Éboli e Eduardo Bresciani BRASÍLIA – O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, afirmou na manhã desta terça-feira que deixa a Corte com a sensação de ter cumprido seu dever. Ele nega que o período em que esteve no STF tenha sido tumultuado e elogia o tribunal por ter tomado decisões importantes. Barbosa   participou de sua última sessão no Supremo nesta terça-feira . — Saio tranquilo, com a alma leve, e, o que é fundamental, com o sentimento de cumprimento de dever. Hoje tratamos de um tema especial da minha predileção que é o jogo entre os Poderes da República — disse Barbosa, referindo-se ao julgamento sobre número das bancadas na Câmara de Deputados. Barbosa afirmou que, depois de passar onze anos no STF, se sente um privilegiado: — A sensação depois de 11 anos é boa. Foi um privilégio imenso tomar decisões importantes para o pais. Não só eu, mas toda a corte. O Supremo teve papel extraordinário para a democracia. Perguntad...

Resistência ao Racismo Velado

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Por Paolla Menchetti Suas cores, cabelos, gestos, vidas. Eles são resistência. Estou falando do povo preto . Em São Paulo, do dia 12 ao dia 13 de julho, tive a honra de participar da oficina de juventudes negras, realizada pela instituição Friedrich Ebert Stiftung (FES), e pela primeira vez dialoguei com o movimento negro. O caminhar das discussões são diferentes, as palavras tem forças que poucas vezes presenciei. Era um debate conduzido de maneira muito respeitosa. Foram dias de aprendizado e árduas discussões; pensar em políticas publicas para pretos é mais difícil do que pode parecer. Esse povo que resistiu a anos de escravidão, sofre até os dias de hoje na pele suas consequências, as quais precisam ser retratadas. Mas a sociedade pouco entende sua divida histórica com essa população e erroneamente muitos dizem que cotas, entre outras medidas, são privilégios e que estamos subestimando a capacidade dos pretos. Pelo contrário, sabemos e referenciamos esse povo forte ...

Diretor de 12 Anos de Escravidão decepcionado com pesquisa sobre aspirações de crianças pretas

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  O  diretor  Steve McQueen   de  12 anos de escravidão   está decepcionado após os resultados de u ma pesquisa recente, que revelou  muitas crianças negras vêem sua cor de pele como um obstáculo. O projeto de pesquisa conduzido por Childwise, uma organização sem fins lucrativos de impacto social , cujo objetivo  é melhorar a vida dos vulneráveis ​​e crianças em risco, e financiado pelo   programa  BBC  Newsround,  descobriu que mais de 20 por cento das crianças negras acreditam que sua cor de pele pode impedi-los de ser bem sucedido. Enquanto isso, apenas 2 por cento das crianças brancas sentiu que sua cor de pele seria um problema, e 13 por cento das crianças asiáticas se sentiam da mesma maneira. Além de acreditar que sua cor de pele viria a ser um obstáculo, as crianças negras que foram pesquisadas ​​também não acreditam que seus professores as descreveriam como sendo inteligente ou esperto. ...