VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Bahia lança Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa





Por Daiane Souza

Foi lançada nesta terça-feira (18), em Salvador, a Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa. Criada pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), a rede tem como objetivo tornar públicos casos de racismo e intolerância religiosa, além de oferecer suporte jurídico às vítimas. Para a iniciativa, que é inédita no Brasil, foram investidos 1,5 milhão.

O centro integrado formado por representantes de 20 entidades do poder público e da sociedade civil vai funcionar na Avenida Sete de Setembro, no Prédio da Fundação Pedro Calmon, no centro da cidade. As denúncias serão ouvidas e encaminhadas pelos representantes aos órgãos e entidades que trabalham no combate à discriminação racial como delegacias, Ministério Público e órgãos federais.
A Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa terá um centro de referência e entre as ações a serem desenvolvidas estão o fortalecimento das organizações da sociedade civil que prestam serviços de atendimento e acompanhamento às pessoas; integração e compartilhamento de banco de dados das organizações articuladas para recebimento de denúncias; acompanhamento de casos e divulgação de informações sobre racismo e intolerância.

Outra proposta do centro de referência é proporcionar o estímulo à produção acadêmica além da formação de agentes multiplicadores do conhecimento sobre legislação antirracista e anti-intolerância religiosa, garantindo a promoção da igualdade racial e os direitos da população negra.

Da formalização da Rede que aconteceu no Centro Administrativo da Bahia (CAB), participaram o secretário estadual de Promoção da Igualdade Racial, Elias Sampaio, o governador local Jaques Wagner, a ministra de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros e o deputado federal Luiz Alberto (PT/BA). A ministra ressaltou que a Rede criada na Bahia servirá de norte inclusive para o sistema nacional que está sendo montado.

“O papel de fazer acontecer, o direito de uma vida livre do racismo é um dever de muitas redes”, salientou Luiza. Ela ainda criticou a “musculatura”, que os órgãos públicos de combate ao racismo possuem no país, afirmando que os orçamentos ainda são baixos.

Já o governador Jaques Wagner lembrou que tudo que se faz nessa área ainda parece pouco. “Enquanto houver a intolerância racial ou religiosa significa que não conseguimos chegar a lugar algum. Construir hospitais, estradas é fácil. Mas mexer na cabeça das pessoas seguramente é a tarefa mais difícil”, criticou.

Fonte: Fundação Palmares.