VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Mãe diz que filho de 8 anos sofreu preconceito racial em escola do DF



turma chamou o menino de 'preto, sujo, feio e fedido', afirma.
Escola diz reprovar atitude; caso vai ser levado para Conselho Tutelar.


Um garoto de 8 anos foi ofendido por uma colega de sala por ser negro, segundo denúncia registrada na polícia pela mãe nesta quarta-feira (27) no Distrito Federal. De acordo com ela, o caso ocorreu antes do carnaval no colégio La Salle do Núcleo Bandeirante e foi relatado pela professora da turma. A instituição afirmou ao G1 não aceitar atitudes preconceituosas.



Texto sobre preconceito racial postado pela mãe em rede social (Foto: Facebook/Reprodução)
“Ela disse que viu uma coleguinha dizendo para ele que ele nunca vai arranjar namorada, que ninguém nunca vai gostar dele, porque ele é preto, sujo, feio e fedido”, conta Maria Paula de Andrade. “Agora ele está choroso, só chora. Ele escreveu na agenda que odeia a escola. E fica me perguntando: ‘Mãe, eu sou fedido? Mãe, eu sou sujo?’ Dói muito ver seu filho passando por isso.”

Agora ele está choroso, só chora. Ele escreveu na agenda que odeia a escola. E fica me perguntando: ‘Mãe, eu sou fedido? Mãe, eu sou sujo?’ Dói muito ver seu filho passando por isso"
Maria Paula de Andrade, mãe de garoto vítima de suposto racismo

A mulher afirmou que procurou a coordenação da escola, que é privada, para organizar um encontro com os pais da criança. De acordo com a mãe, no entanto, nada foi feito. “A instituição não tomou a devida posição, só que isso é crime. Racismo é crime. Eu disse para as orientadoras: estou aqui porque meu filho foi discriminado e racismo é crime.”

A orientadora educacional Caroline Giani de Carvalho disse que a escola frequentemente conversa com as crianças sobre respeito. “A gente não aceita esse tipo de situação, temos essa questão da diversidade muito bem discuta em sala de aula. Mas falar em racismo é pesado. A gente trata isso como uma ofensa, infelizmente feita em uma hora errada”, disse.

A Polícia Civil do Distrito Federal informou que vai repassar o caso para o Conselho Tutelar. A entidade disse ainda que a escola pode ser responsabilizada civilmente pela ocorrência. Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam que houve 31 casos de injúria racial no DF no ano passado.