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terça-feira, 30 de abril de 2013

Site de recrutamento questiona preconceito



Agência de empregos que contrata domésticas pergunta se cliente tem preferência por cor em formulário AGÊNCIA BOM DIA

Uma agência de recrutamento de empregadas domésticas de Sorocaba oferece no site uma opção para que o contratante decida a cor da pele da funcionária. O questionamento está na página da internet da empresa, no espaço reservado para a pré-seleção de funcionários. Em um dos campos está escrito: "preconceito de cor",  o que deve ser preenchido com a resposta sim ou não.

Até às 12h, o site exibia a página, mas foi retirado do ar uma hora depois, quando houve contato da equipe de reportagem com os responsáveis pela agência.



O vice-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Sorocaba, Fábio Cenci esclarece que o assunto merece atenção e que se trata de um caso de preconceito. "A empresa pode ser fiscalizada pelo Ministério do Trabalho e até mesmo passar por um processo de investigação do Ministério Público”, afirma.

Uma das sócias da empresa, que não quis se identificar informou que a página passou por uma reformulação e que o campo foi acrescentado sem que os responsáveis tivessem visto. Ela deixou claro que é contra o racismo e que já tomou as medidas necessárias para que o campo fosse retirado do formulário.

O representante do Ministério Público em Sorocaba, José Alberto de Oliveira Marum, entrou em contato com a empresa para que o conteúdo fosse retirado do ar. Outras implicações para a empresa ainda estão sendo analisadas pelo ministério.
 
O caso chamou a atenção de grupos que defendem os interesses de negros em Sorocaba. A coordenadora do Projeto Quilombinho, Rosângema Alves, acredita que o fato de a página ter sido retirada do ar é uma prova de que os donos da empresa se deram conta da falha. "Agora é a hora de revermos o assunto. Muitos dizem que não existe mais racismo, só que esse fato mostra que ele está mais vivo do que nunca."




Alessandra de Mattos - Preta, Carioca, no processo de afrocentricidade, 32 anos.
Analista de Suporte Pleno. Desenvolveu desejo pela luta contra o racismo e opressão ao longo dos anos e hoje encontra-se como militante ativa na luta pela inclusão de pretos e pretas em todas as esferas sociais, trabalhando a conscientização dos nossos irmãos e irmãs a cerca desta problemática, proporcionando mecanismos de leitura e conhecimento cultural e político e trabalhando a auto-estima do nosso povo que se encontra abalada pela discriminação racial, muita das vezes mascarada pela sociedade. Alessandra é idealizadora e Administradora da Comunidade Preta&Gorda.