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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Tuaregues negros reclamam criminalização da escravatura






Bamako - Representantes dos tuaregues negros do Mali exigiram ao Governo uma lei que criminalize a escravatura, fenómeno que persiste sobretudo no norte do país, onde está a ser desencadeada uma operação militar franco-africana contra grupos islamitas armados, noticiou à Lusa.

"Pedimos ao Governo do Mali que adote rapidamente uma lei criminalizadora da escravatura, uma vez que os nossos familiares são todos os dias vítimas no norte do Mali", afirmou Ibrahim Ag Idbaltanat, presidente da associação Temedt ("relacionamento" na língua tuaregue), em conferência de imprensa, refere hoje (segunda-feira) a agência noticiosa AFP.
 
De acordo com os organizadores do encontro, que contou com defensores dos direitos humanos e diplomatas, a escravatura persiste nas comunidades tuaregues.
 
Na ausência de um estudo fiável, a associação estima que sejam "várias centenas" ou "alguns milhares" as pessoas que estão a ser tratados como escravos no norte do Mali.
 
Para Temedt, o debate sobre a escravidão inscreve-se no contexto da "reconciliação" entre as comunidades, agora que a crise do Mali exacerbou as tensões no país.
 
O Norte do Mali, estava ocupado desde 2012, por grupos armados islâmicos ligados à Al-Qaeda, conduzidos em grandes cidades desde Janeiro por uma operação franco-africana, que está agora concentrada nas montanhas do extremo nordeste. 
 
As comunidades árabe e tuaregue são muitas vezes sinónimo de negros para os jihadistas em grande parte desses grupos étnicos.
 
Fonte: Angop – Agência AngolaPress