VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pepsi retira do ar comercial acusado de racista e pede desculpa

 Vídeo mostra mulher branca vítima de agressão tendo de identificar agressor em meio a grupo de negros e um bode. Em comunicado, a empresa assumiu 'total responsabilidade'
                  
BBC
           
Repordução
Comercial da Pepsi mostra mulher branca vítima de agressão tendo de identificar agressor em meio a grupo de negros e um bode

 A empresa de refrigerantes PepsiCo retirou do ar um comercial em meio a críticas de que o anúncio usa estereótipos raciais e banaliza a violência contra a mulher.
O comercial postado na internet mostra uma mulher e um policial em uma delegacia. O policial pede à mulher, que foi vítima de uma agressão e usa muletas e colete ortopédico, para que ela identifique seu agressor entre um grupo de suspeitos enfileirados, formado por homens negros e um bode.
O vídeo de 60 segundos foi descrito como "provavelmente o comercial mais racista da história" pelo acadêmico negro americano Boyce Watkins.
Após ter retirado o anúncio do ar, a PepsiCo se desculpou pelo anúncio de seu refrigerante Mountain Dew.
No anúncio, o bode ameaça atacar a mulher quando ele sair da prisão, caso ela o identifique para a polícia.
Em meio às ameaças do bode, o policial pressiona a mulher para que ela identifique seu agressor. O policial usa a expressão "do it" (faça-o) um jogo de palavras com o termo "dew", do nome do refrigerante.
A mulher começa a repetir que não tem como fazê-lo e acaba saindo correndo, aos gritos, da chefatura de polícia.
 
             
Reprodução
Bode ameaça atacar a mulher quando ele sair da prisão

'Total responsabilidade'
Em um comunicado divulgado na quarta-feira, a PepsiCo disse que assumia "total responsabilidade" por qualquer ofensa causada pelo comercial e disse ter retirado o anúncio de seus sites online.
Um dos criadores do argumento do comercial foi o rapper americano Tyler the Creator, que já foi criticado no passado por ter assinado letras supostamente misóginas e homofóbicas com a sua trupe de rap, Odd Future.
Em sua defesa, o rapper disse que o anúncio fazia parte de uma série de comerciais criados para a PepsiCo e que o anúncio que o antecedeu mostrava a mulher vista na delegacia trabalhando como garçonete, quando era agredida pelo bode
 

Alessandra de Mattos - Preta, Carioca, no processo de afrocentricidade, 32 anos.
Analista de Suporte Pleno. Desenvolveu desejo pela luta contra o racismo e opressão ao longo dos anos e hoje encontra-se como militante ativa na luta pela inclusão de pretos e pretas em todas as esferas sociais, trabalhando a conscientização dos nossos irmãos e irmãs a cerca desta problemática, proporcionando mecanismos de leitura e conhecimento cultural e político e trabalhando a auto-estima do nosso povo que se encontra abalada pela discriminação racial, muita das vezes mascarada pela sociedade. Alessandra é idealizadora e Administradora da Comunidade Preta&Gorda.