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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Dia da Mulher negra tem programação na Casa da Cultura

Instituto da Mulher Negra do Piauí (Ayabás) comemora o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha.

    

O Instituto da Mulher Negra do Piauí (Ayabás) realiza programação nesta quinta-feira (25) na Casa da Cultura de Teresina, a partir das 17h, em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha.

O dia 25 de julho foi instituído pela ONU como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, na República Dominicana, em 1992. A data foi escolhida como marco internacional da luta e resistência da mulher negra. Desde então, vários setores da sociedade atuam para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero, raça e etnia vivida pelas mulheres negras.

O objetivo da comemoração de 25 de julho é ampliar e fortalecer as organizações de mulheres negras, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais. É um dia para ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira. 

Nesse sentido, as mulheres negras piauienses, através do Ayabás, também se organizam e discutem suas problemáticas específicas, buscando atuar prioritariamente na formação das mulheres jovens negras, objetivando uma maior consciência de sua realidade, dos seus direitos e estratégias necessárias para superação das desigualdades existentes.

Estudos mostram que no Brasil as mulheres são maioria e representam 51,2% da população, sendo 46% delas pretas e pardas. De acordo com a professora Halda, presidenta do Ayabás, a mulher negra está na base da pirâmide social, com os piores salários, as colocações menos prestigiadas e sofrendo violências de toda ordem, inclusive física e sexual, e no Piauí esse quadro não é diferente. No mundo capitalista onde a regra é acumular lucros explorando os trabalhadores e trabalhadoras, a melhoria de vida das mulheres negras só acontece através de sua luta e organização.

Ainda de acordo com pesquisas, apesar de a mulher negra estudar mais que o homem negro, possui salários mais baixos. A combinação entre machismo e racismo vitima, cotidianamente, a mulher que ganha menos que a mulher branca e menos que o homem negro.

Por todos esses dados, é que o Instituto da Mulher Negra do Piauí, realiza uma programação reunindo as mulheres negras e o público em geral, para ampliar essas discussões e visibilizar a luta das mulheres negras piauienses, através de roda de diálogos e mesa-redonda com o tema "Mulheres Negras: Visibilidade e Empoderamento", com a presença de estudiosas do tema. A atividade faz também uma homenagem aos 10 anos de morte da Deputada Federal, Francisca Trindade, como um grande referencial da mulher negra piauiense e brasileira. A programação conta ainda com duas exposições: "ZUHRI - Imagens e Resistência" e "Trindade Vive" e outras atividades culturais.

O evento conta com o apoio da Casa da Cultura de Teresina, através de sua coordenadora Josy Brito, da Diretoria de Políticas para Mulheres – DUPM/SASC , do Gabinete da Vereadora Rosário Bezerra e das várias organizações negras do Estado.
 
Fonte:  Cidade Verde