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terça-feira, 10 de setembro de 2013

O Boticário e a invisibilidade da mulher preta


Uma denúncia chegou ao conhecimento da Preta&Gorda através de uma de nossas leitoras, que indicou a publicação feita pela irmã Carolina Candido em seu blogue Particular Devaneio, onde a mesma reproduz uma carta enviada a O Boticário, mostrando toda sua indignação quanto mulher preta sobre a nossa invisibilidade na última campanha publicitária da empresa. 



Em resposta, O Boticário dentro de sua desfaçatez peculiar, respondeu o seguinte:

"Cada vez que desenvolvemos um comercial, além de divulgarmos os lançamentos da época, desejamos despertar boas sensações em quem o assiste. Por isso, lamentamos por ter deixado de atender suas expectativas.
A Campanha Make B. Rio Sixties foi criada com muito carinho, especialmente para todas as mulheres que adoram novidades de make up e, todas as percepções são cuidadosamente recepcionadas e compartilhadas para conhecimento da nossa equipe de Marketing, ok?
Sentimos muito por não termos atingido suas perspectivas. No entanto, reafirmamos nosso profundo respeito por suas observações!
Atenciosamente.
Graziella Ribeiro."

Uma carta aberta foi produzida pela jornalista Silvia, assinada por alguns blogues, em resposta a esta nítida falta de consideração com a comunidade negra. Leia aqui.
Mais uma vez o sistema branco, impondo sua branquitude e excluindo quem de fato faz parte de toda massa populacional Carioca. Negras, índias invisíveis em pleno Rio de Janeiro, um dos Estados brasileiros de grande referência internacional em relação a cultura negra e indígena, sendo representada numa campanha publicitária por brancas e loiras, seguindo categoricamente a cartilha do opressor que visa unicamente impor que não somos referência de beleza em nosso próprio país.

Gostaria de entender até quando a gente vai continuar tendo de se mobilizar para que sejamos representadas. Será que num país que se diz pluricultural e democrático acerca da história e cultura de nosso povo, faz uso de seu discurso? Será que o Brasil e seus empreendedores tem consciência de que nossa descendência é também africana? 


Bom, sigamos né... A luta anti-racista precisa ter continuidade!

Beijocas.