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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Cinema negro será tema do festival Latinidades em 2015

Brasília - O Festival Latinidades 2014: Griôs da Diáspora Negra terminou, segunda-feira (28), em Brasília, e já tem tema definido para a próxima edição em 2015: o cinema negro. Este é um tema que vem sendo pensado desde o início do festival, disse a idealizadora e coordenadora do evento, Jaqueline Fernandes.

"Queremos discutir o papel da mulher negra nessa cadeia cinematográfica, o seu protagonismo na produção e também como atriz. Na África, por exemplo, as pessoas não conhecem a vasta produção da Nigéria, em obras que se espalham pelo mundo." Segundo Jaqueline , qe é produtora e jornalista, o objetivo é circular e poder estar em todas as regiões administrativas do Distrito Federal (DF), sede do festival. "Queremos formar cineclubes que possam sair do Plano Piloto [área central do DF], assim como estamos hoje em uma casa de santo na periferia."

A organização do evento ainda não tem dados concretos sobre a presença do público nos shows e outras atividades culturais, mas estima que cerca de 45 mil pessoas tenham passado pelo Museu da República. As conferências e mesas de debates, para as quais é preciso fazer inscrição, registraram presença de cerca de 4 mil pessoas. 

Jaqueline destaca que todos os debates tiveram a intersseccionalidade proposta. "Tivemos ali gente discutindo sobre as griôs da diáspora e pontuando diversos saberes. Lançamos um olhar sobre o que é mesmo um griô, essas mulheres incríveis que tem conhecimentos em várias áreas, com práticas em diferentes momentos, oficinas de capoeira, trabalho de benzedeiras, encontro de saberes dentro da academia, da cultura popular e do samba, por exemplo."

O Festival Latinidades 2014: Griôs da Diáspora Negra começou no dia 23, em Brasília. Houve conferências, debates, feiras, saraus e shows, além de outras atividades, com a presença de personalidades e artistas de vários estados brasileiros, América Latina, Caribe, Estados Unidos e Moçambique, em prol da promoção da igualdade racial e enfrentamento ao racismo e sexismo. Agência Brasil