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O racismo midiático e as elites logotécnicas

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Por Dennis de Oliveira Esta matéria faz parte da edição 128 da revista Fórum.  Compre  aqui . Entre o final do século XIX e início do século XX, o racismo no Brasil travestiu-se de um discurso pretensamente científico ao importar as ideias das teorias da eugenia e da antropologia criminal, que eram fortemente presentes nos círculos intelectuais daqui. E foram ressignificadas. A teoria da eugenia prega a separação entre “raças”, afirmando que a mestiçagem produz um tipo degradado de ser humano. É a base de políticas segregacionistas, como o   apartheid . (Arman Dz / Flickr) No Brasil, a teoria foi adaptada à circunstância de ser uma nação com maioria de população negra. Aí houve a adaptação para o “branqueamento”, a ideia de que a mestiçagem seria uma política “limpa” de faxina étnica. O diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro João Batista de Lacerda apresentou essa “solução brasileira” no Congresso Internacional das Raças de 1911, em Londres, como uma medi...

20 anos da Didá

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 Por: Víviam Caroline, do Projeto Didá, para +Preta Gorda    Em dezembro de 2013 o projeto Didá celebra 20 anos de existência. No princípio, lembro-me como hoje, a ideia de uma banda exclusivamente feminina arrancava diferentes emoções quando saia da boca de Neguinho do Samba. “Uma banda de mulheres, mas, por quê?”.   O maestro pacientemente explicava: “Porque não existe e por que não uma banda de mulheres?” Depois ele explicava que era um sonho antigo, que até já tinha ensaiado duas investidas anteriores, mas, sem qualquer apoio, recuou, mas nunca desistiu. Nós meninas quase crianças e outras quase mulheres sentíamos a ansiedade de fazer O NOVO.  Mas, o que de fato muda com a criação da Didá? Ao contrário do que muita gente pensa a Didá não é o Olodum de saia. A Didá teve que construir o modo feminino de fazer Samba Reggae e isso não se faz da noite pro dia. Primeiro foi necessário vencer a própria insegurança instalada por séculos de machism...

Joaquim Barbosa e as Cotas Raciais

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Por Fernando Garcia, do blog Divagar é preciso ( http://garciarama.blogspot.com.br/ ) , para +Preta Gorda “Cotas? Não, obrigado, eu estudei!”. A frase que você acabou de ler já foi usada junto a uma foto de Joaquim Barbosa, juiz, negro e presidente do STF. É óbvio que isso foi usado de forma tendenciosa para se associar um negro de destaque a uma condição de prestígio e autoridade, mas não para enaltecê-lo, e sim, para desqualificar a importância e o verdadeiro sentido das cotas raciais. A seguir, vou explicar como só aquela frase do início carrega tanta ignorância que chega a ser poético, pois, há muitas camadas a serem compreendidas. Aliás, tantas camadas no significado da frase, que é até um paradoxo, pois, sabemos, a ignorância não tem essa profundidade emocional.  Bem, comecemos pelo óbvio, cotas não são uma espécie de ‘passe livre’ em que o negro passa um cartão, digita uma senha e – ZAZ – formatura e mercado de trabalho à sua espera. Um erro proposi...