“Me gritaron negra”
Por: Mônica Francisco* O último 25 de julho foi o Dia da Mulher Afro-latino-americana e caribenha. Com o objetivo de ampliar e fortalecer a união e a mobilização das mulheres negras no continente, a data foi criada após o I Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e caribenhas em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1992. Ainda há muito a fazer para mudar o status da mulher negra, ainda em subempregos, ganhando menos do que os homens brancos e negros e do que as mulheres brancas, e tratadas de forma jocosa nas artes, ou sempre em condição subalternizada. Estão à mercê das condições mais extremas de vulnerabilidade em todo o mundo, mas cada vez mais imbuídas de um desejo de mudança, e não só desejando mas agindo em relação a isso. Resolvi escrever um pouco e inspirar-me nas mulheres negras do Continente e também da minha vida, que me influenciaram, comoveram e continuam me influenciando até hoje, por sua luta, resiliência e fé na vida. “M...