O resgate da identidade preta se faz urgente!

Por: Taís do Espírito Santo Estava eu voltando do trabalho, quando parei em um restaurante e lá estavam três crianças (meninas) e um rapaz bem mais velho, que parecia ao menos ser pai de uma delas. Percebi que ao notar a minha presença as meninas , no primeiro momento, me olharam assustadas e logo depois começaram a rir muito, olhando para mim, não conseguiam conter o espanto de ver uma pessoa negra, com cabelos crespos, e com roupas coloridas, enfim, estava totalmente diferente daquilo que é imposto na sociedade. Ouvi palavras como: feia, cabelo ruim, estranha, beição, e outras várias coisas. E elas estavam tão eufóricas, tão animadas em rir de mim que puxavam o rapaz para que ele pudesse ver. Ele disfarçou, me olhou, deu aquela risadinha de canto de boca mas quando percebeu que eu também estava o olhando, disse às meninas: “riem baixo”. E para complementar havia um quadro grande com figuras de três negras (as “mulatas”) sambando, todas de cabelo black, com roupa...